O descaso com o patrimônio público de nosso eólico arraial é uma coisa de indignar e entristecer o cidadão que contribui e paga seus tributos, assim como qualquer pessoa que se utiliza de um bem que é propriedade do povo alpinopolense. Podemos verificar nessa trágica foto, alguns dos veículos comprados com dinheiro de nossos impostos e abandonados no pátio da Prefeitura Municipal. A frota do abandono é formada por carros do transporte escolar, ambulâncias, caminhões (incluindo o caminhão-pipa), uma retroescavadeira, entre outros. É dinheiro público que está ali se estragando com o tempo. Muitos deles ainda em boas condições de uso estão encostados e sucateados. Outros com várias peças retiradas, sem manutenção, não podem mais voltar às ruas, pois houveram saques de motores, chassis, bancos, lanternas e todo tipo de peças destes veículos e utilitários, deixando-os em precária situação até mesmo para serem recuperados. Faz pena saber que todos estes bens deveriam estar servindo ao município se fossem bem preservados e tivessem uma manutenção regular. Gostaríamos de ver uma mobilização de todos os preocupados com o bem público (população civil, MP, associações de bairro, ONGs, partidos políticos, etc) no sentido entrar com uma ação de improbidade administrativa contra o amarelado gestor pela permissão à depredação e sucateamento dos bens citados. Deveriam ser acionados judicialmente o famigerado prefeito assim como os inúteis chefes do setor para ressarcir o erário público dos prejuízos causados. A falta de seriedade e compromisso dessa administração com o povo é gritante. Baseando-nos em uma declaração do ex-presidente americano Ronald Reagan, podemos comparar esse amarelado governo com um bebê, pois ele é nada mais nada menos que um canal alimentar com um enorme apetite numa ponta, e nenhum senso de responsabilidade na outra.
Texto de Ramiro Faria
Em Alpinópolis, tanto no setor público quanto no privado, podemos concluir que é significativamente grande a quantidade de empregados que alegam incapacidade para o trabalho e que obtêm atestados médicos que os liberam temporariamente de suas obrigações laborais.
O que nos espanta é que, além da emissão de atestados sem necessidade, o que pode estar acontecendo aqui em nosso eólico arraial, é uma prática que tem sido manchete em vários jornais de circulação nacional e que configura crime previsto no artigo 302 do Código Penal: A VENDA DE ATESTADOS MÉDICOS. Os documentos estariam sendo emitidos por profissional habilitado, o qual cobraria a quantia de R$ 35,00 por um atestado de 15 dias. Sabemos que o médico é obrigado a atestar, mas atestar a verdade, caso contrário estará contrariando normas ético-profissionais, como o Código de Ética Médica, capítulo X, artigo 110:
É vedado ao médico:
“Art. 110 - Fornecer atestado sem ter praticado o ato profissional que o
justifique ou que não corresponda à verdade.”
Povo de Alpinópolis, precisamos investigar isso a fundo! Temos que fazer a nossa parte e impedir que a medicina seja contaminada pela conduta de pessoas que não possuem o estofo moral necessário ao exercício de uma abençoada e sagradíssima profissão. Os médicos idôneos e os empregadores que se julgam espoliados, com certeza vão estar de acordo, aplaudindo nossa denúncia.
Texto de Ramiro Faria
Após o fim da II Guerra e até a consolidação do Golpe Militar de 1964, caracterizou-se o chamado intervalo democrático entre a ditadura Getulista e a Militar. Justamente neste período o movimento sindical brasileiro viveu a fase áurea de suas atividades. No período de 61 a 63, lideranças sindicais movidas pela crença na participação política dos trabalhadores por meio da organização sindical, se aproximaram das forças partidárias, apegando-se à estrutura oficial e à equipe governamental, de modo a reduzir o trabalho junto às bases, consistindo mais em um organismo meramente político do que num organismo propriamente sindical. Até o final dos anos 80 e mesmo no início dos 90, já com algumas dificuldades, o movimento sindical brasileiro cumpriu o papel de irradiador de conquistas sociais por todo o país. Metalúrgicos, bancários, petroleiros e funcionários públicos foram setores profissionais que marcaram época. Hoje, sua situação mudou, e mudou pra muito pior. A visão da decadência do sindicalismo brasileiro vem amparada por vários elementos, como a perda de conquistas importantes com a precarização do trabalho imposta pela força dos grandes capitalistas no Brasil.
Alpinópolis pouco (ou quase nada) participou dessa história, e aqui havia grande necessidade de superar essa falha. É preciso passar das idéias luminosas para a concretização de uma entidade verdadeiramente democrática. Isso exigirá não só grande disposição para buscar soluções negociadas mas o compromisso de sintonizar um advento sindical e trabalhista com as novas exigências do desenvolvimento econômico e social de nosso eólico arraial. Falamos aqui do SINTEMAR - Sindicato dos Trabalhadores na Extração e Transformação Mineral de Alpinópolis e Região – que foi oficialmente lançado nesse dia 27 de janeiro de 2012.
Até então houve pouca ação por parte de todos e uma imensa falta de representação do trabalhador, o que constituiu uma mancha na história do extrativismo da cidade, ressaltando que sempre foi possível observar certa resistência dos empresários ao associativismo dos trabalhadores.
Um dos principais problemas desses trabalhadores é a doença respiratória pela poeira de sílica que, pelo que consta, afeta 43 pessoas em Alpinópolis. O foco de silicose é relevante, não pode ser tolerado, e esperamos que a chegada do SINTEMAR venha sanar essa omissão negligente também dos órgãos públicos que, ao contrário dos empresários, tem conhecimento pleno de causa e se movem aquém de suas responsabilidades. Sabemos que esse é um problema conjunto e que o principal responsável seria o próprio governo, que não instrui, não fiscaliza e chega o mais das vezes com truculência e arrogância intempestiva sobre os donos das pedreiras. Entendemos que deveria haver fiscalização abrangente (sobre todos os produtores) por parte do SUS, do INSS, do Ministério do Trabalho, do Ministério Público, didática no início, de cobrança efetiva. O que podemos testemunhar é um funcionamento sistêmico que deixa a desejar, da parte principalmente dos órgãos públicos.
Que nossos trabalhadores venham, de fato, tomar posse de seus direitos garantidos pelo art 8º da Carta Magna que reza de forma inequívoca que é livre a associação profissional ou sindical. Trabalhador, que você seja inspirado pelo Presidente Lula, que militou por tanto tempo nas sendas dos sindicatos, quando disse certa feita essas sábias palavras: “Precisamos mudar as relações de força no mundo. Não podemos ser observadores passivos de decisões que afetam diretamente o nosso destino.” Avante guerreiros do SINTEMAR, Alpinópolis precisa dessa força!
Texto de Ramiro Faria